Jailson Vieira
Tubarão
Há quase um ano, as águas do Rio Tubarão foram poluídas por finos de carvão de uma mineradora de Lauro Müller. Na época, o secretário de proteção e defesa civil da prefeitura, Rafael Marques, alertou que os resíduos poderiam chegar à Cidade Azul. E chegou. Foram realizadas análises para verificar os níveis poluentes e se poderiam contaminar a água, a flora e a fauna da região.
A empresa foi embargada e responde por danos ambientais, na Procuradoria da República, em Criciúma. Além deste problema, outra situação que sempre preocupou os tubaronenses e quem vive próximo às margens do rio é se as barragens podem desmoronar, assim como ocorreu há um mês no município de Mariana, em Minas Gerais.
Conforme o vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Tubarão e Complexo Lagunar (CBHRTCL), Francisco de Assis Beltrame, na região as chances de ocorrer um desastre são mínimas. “Existem muitas barragens que podem ter problemas, mas isso seria uma análise individual de cada uma. Em Mariana, houve falhas. Atualmente, esses processos são precedidos de licenças ambientais, para que estejam dentro da legalidade. Na região de Tubarão, a probabilidade de ocorrer esse desastre é muito pequena, mas, se ocorresse, teríamos danos ambientais irreversíveis”, explica Beltrame.
Um bom plano de emergência tem sido importante para que não problemas ambientais como estes não tirem o sono de ninguém. “É necessário um conjunto de ações de órgãos ambientais junto com a população para que o meio ambiente não seja prejudicado”, destaca.

